Pix Automático vai de 0,9 milhão a 8,9 milhões de transações por mês em 2026
- DADO
- 8,92 milhões de transações e R$ 1,68 bilhão em setembro de 2026
- COMPARAÇÃO
- 919 mil transações em janeiro de 2026
- REGRA
- Resolução BCB nº 402/2024; disponível desde 16/06/2025
- QUEM É AFETADO
- Negócios com cobrança recorrente e contadores
- FONTE
- Banco Central do Brasil, dados abertos do Pix
O Pix Automático fez 8,92 milhões de transações em setembro de 2026 (R$ 1,68 bilhão, ticket médio de R$ 188), contra 0,92 milhão em janeiro. As cobranças entre empresas são 5,4% das transações e 81% do valor. Fonte: dados abertos do Pix, Banco Central, consulta em 19/10/2026.
O que muda
O Pix Automático fez 8,92 milhões de transações em setembro de 2026, num total de R$ 1,68 bilhão e com ticket médio de R$ 188. Em janeiro foram 919 mil transações. O volume mensal multiplicou por 9,7 em oito meses; sobre setembro de 2025 (92 mil), por 97.
Os números são dos dados abertos do Pix, do Banco Central, consultados em 19/10/2026. No acumulado de janeiro a setembro, são 36,0 milhões de transações e R$ 10,1 bilhões.
A função cobra de forma recorrente com uma autorização do pagador e está disponível desde 16/06/2025: foi a data fixada pela Resolução BCB nº 402/2024 para as instituições participantes oferecerem a iniciação das transações.
Em agosto de 2026 o Pix Automático somou 7,57 milhões de transações, e setembro cresceu 17,8% sobre agosto.
Na prática
- 16/06/2025Pix Automático disponível nas instituições participantes
- 31/01/2026919 mil transações no mês
- 30/09/20268,92 milhões de transações e R$ 1,68 bilhão no mês
O que os dados mostram
O valor cresceu menos que o número de transações. De janeiro a setembro, as transações foram de 0,92 milhão para 8,92 milhões, e o valor mensal passou de R$ 569 milhões para R$ 1,68 bilhão, cerca de três vezes. O ticket médio caiu de R$ 619 para R$ 188.
Quem paga e quem recebe divide o Pix Automático em dois mundos. Em setembro, 8,44 milhões de transações (94,6%) foram de pessoa para empresa, com ticket médio de R$ 37. Outras 483 mil (5,4%) foram de empresa para empresa, com ticket médio de R$ 2.834.
Essas cobranças entre empresas somaram R$ 1,37 bilhão, 81% do valor total do Pix Automático no mês.
O peso no sistema ainda é pequeno. O Pix liquidou 7,17 bilhões de transações e R$ 3,225 trilhões em setembro. O Pix Automático representou 0,12% das transações e 0,05% do valor.
Quem é afetado
Donos de negócio com cobrança recorrente, como mensalidades, assinaturas, aluguéis, serviços contratados por contrato e fornecimento periódico entre empresas. Contadores que fazem a conciliação desses recebimentos.
Para o pagador, a regra do Banco Central prevê a autorização da cobrança uma vez, em vez de uma ordem a cada mês.
O que fazer agora
- Liste as cobranças recorrentes da empresa e o custo atual de cada forma de receber: boleto, débito em conta, cartão recorrente.
- Pergunte ao banco ou ao provedor de cobrança se o recebimento por Pix Automático está disponível e a que tarifa. A regra é do Banco Central; a tarifa é de cada instituição.
- Teste com poucos clientes antes de migrar a carteira. Compare, por três ciclos de cobrança, a inadimplência e o custo por recebimento em relação ao método anterior.
- Contador: combine com o cliente como conciliar as cobranças recorrentes no financeiro, por contrato, com valor autorizado e data de vencimento, antes de o volume crescer.
- Acompanhe os dados abertos do Pix, que o Banco Central atualiza todo mês, para ver se o ritmo de setembro se mantém em outubro.
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Assinar a newsletterFontes
Histórico desta página
- 19/10/2026 10:00
- Publicação.
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