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BC: 242 instituições, 56 delas de pagamento, ficam abaixo do novo capital mínimo

O Relatório de Estabilidade Financeira do BC estima que 242 de 1.708 instituições (14,2%) não cumprem o novo capital mínimo, com déficit de R$ 584,5 milhões, 0,03% do patrimônio de referência do sistema. Instituições de pagamento e sociedades de crédito direto lideram.

Marcelo Freitas, editor
29/10/2026, 07:10 · 3 min de leitura
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Moedas de real em close, ilustrando o capital mínimo exigido das instituições financeiras no relatório do Banco Central
Moedas de real. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Em resumo

O Relatório de Estabilidade Financeira do BC estima que 242 de 1.708 instituições (14,2%) não cumprem o novo capital mínimo, com déficit de R$ 584,5 milhões, 0,03% do patrimônio de referência do sistema. Instituições de pagamento e sociedades de crédito direto lideram.

242 instituições ficam abaixo do novo capital mínimo do BC

O Banco Central estima que 242 das 1.708 instituições que autoriza, 14,2% do total, possam não cumprir o novo capital mínimo que passa a valer em julho de 2026. A conta está no Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre, divulgado em 27/10/2026.

No relatório anterior, de dezembro de 2025, eram 339 entidades. A falta de capital somada das 242 é de R$ 584,5 milhões, o equivalente a 0,03% do patrimônio de referência consolidado do sistema.

Na prática

  1. 04/11/2025Resolução Conjunta 14 eleva o capital exigido
  2. Dezembro/2025339 entidades abaixo da exigência, no relatório anterior
  3. 07/2026Novos requerimentos individuais passam a valer
  4. 27/10/2026BC estima 242 entidades abaixo da exigência
  5. 01/2028Último marco da transição

Onde estão os casos

As instituições de pagamento lideram em número: 56 de 207 (27,1%), com déficit estimado de R$ 197,2 milhões. Em seguida vêm as sociedades de crédito direto, 53 de 142 (37,3%), com R$ 108,1 milhões.

As corretoras e distribuidoras de valores somam 37 casos e R$ 100,4 milhões. As administradoras de consórcio têm 29 (23,4%), as cooperativas de crédito 20 de 758 (2,6%) e as corretoras de câmbio 20 de 51 (39,2%).

Em proporção, o quadro mais pesado é o das sociedades de empréstimo entre pessoas: 7 das 12 (58,3%) ficam abaixo da exigência. Entre os bancos são 4 casos, 2,7% do segmento, segundo a apresentação do BC à imprensa.

A regra e o calendário

A exigência vem da Resolução Conjunta 14, de 4 de novembro de 2025, que elevou de forma substancial o capital social integralizado e o patrimônio líquido ajustado.

Para quem já operava na data da publicação, os novos níveis sobem aos poucos, de julho de 2026 a janeiro de 2028.

O BC registra mais pedidos de aumento de capital, transferência de controle e incorporação nos últimos meses, o que reduziu a lista. Segundo o relatório, o regime de transição dá prazo para a adequação, e a supervisão acompanha o processo.

O que muda para a empresa

As instituições nessa situação têm baixa representatividade em ativos no sistema, diz o BC, e o déficit é pequeno diante do capital total.

Para o cliente, o ponto é concreto: conta de pagamento, maquininha, crédito de fintech e corretora de câmbio podem estar em uma delas.

O mesmo relatório trouxe 20,3 milhões de endividados de risco e crédito mais restrito para empresas. O prazo das corretoras de cripto aparece em outro texto do portal.

O que fazer agora

  • Confirmar que a instituição que guarda o caixa e os recebíveis da empresa está autorizada a funcionar pelo Banco Central.
  • Dividir o dinheiro e os recebíveis entre mais de uma instituição, em vez de concentrar tudo em uma fintech.
  • Ler os comunicados do fornecedor sobre aporte, troca de controle ou incorporação, que mudam o contrato e o responsável pelo serviço.
  • Contadores: incluir a instituição financeira de cada cliente no mapa de risco do escritório e guardar a tabela 1.2.4.2 do relatório do BC.

Fontes

Histórico desta página

29/10/2026 07:10
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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