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Pedidos de licença cripto ao BC chegam a 22 casos a dois dias do prazo; Itaú comunica

Cinco empresas confirmaram em 28/10/2026 pedidos de licença cripto ao Banco Central, e um levantamento chegou a 22 casos, incluindo o Itaú, que apenas comunicou a atividade, e um pedido indeferido. O prazo termina em 30/10. Não são 22 licenças concedidas.

Marcelo Freitas, editor
28/10/2026, 15:08 · 2 min de leitura
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Fachada da sede do Banco Central do Brasil, que analisa os pedidos de licença cripto
Fachada do Banco Central do Brasil. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Em resumo

Cinco empresas confirmaram em 28/10/2026 pedidos de licença cripto ao Banco Central, e um levantamento chegou a 22 casos, incluindo o Itaú, que apenas comunicou a atividade, e um pedido indeferido. O prazo termina em 30/10. Não são 22 licenças concedidas.

Levantamento chega a 22 casos de pedidos de licença cripto ao BC

Avenia, Liqi, Bloquo, Nonco e Lumx confirmaram em 28/10/2026 pedidos de licença cripto ao Banco Central, e um levantamento citado pelo Portal do Bitcoin chegou a 22 casos. O prazo para quem já atuava no país termina em 30/10.

Os 22 casos incluem pedidos anunciados, processos identificados nos registros do BC, uma comunicação de atividades do Itaú e uma solicitação já indeferida. Não são 22 empresas licenciadas, nem o total de pedidos feitos.

Na prática

  1. 10/11/2025BC publica as Resoluções 519 e 520
  2. 27/10/2026Itaú comunica ao BC suas atividades com cripto
  3. 28/10/2026Avenia, Liqi, Bloquo, Nonco e Lumx confirmam pedidos
  4. 30/10/2026Fim do prazo para o pedido de autorização
  5. 06/11/2026Bancos ficam proibidos de operar com prestadoras sem autorização

Quem pediu e quem apenas comunicou

Mercado Bitcoin, Binance, Ripio, Bybit e OKX já tinham divulgado pedidos, segundo o portal. A Bloquo protocolou o seu em 26/10.

A Avenia, emissora da stablecoin BRLA, quer atuar com custódia, intermediação, câmbio e contas de pagamento. A Liqi e a Lumx pediram como intermediárias de ativos virtuais.

O Itaú comunicou ao BC em 27/10 as atividades de intermediação e custódia de cripto. Segundo o Portal do Bitcoin, o banco só precisa comunicar, porque já é instituição autorizada. Ele oferece negociação de cripto desde dezembro de 2023.

O que o prazo de 30/10 define

As Resoluções BCB 519 e 520, de novembro de 2025, exigem capital, governança, segurança cibernética, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro.

Quem cumprir as condições da transição pode seguir operando enquanto o BC analisa o pedido, segundo o portal.

A apresentação do pedido é só o início do processo. A licença definitiva depende da análise do BC. O caso do Mercado Bitcoin está no texto sobre o pedido a três dias do prazo.

O que muda para a empresa

Empresas que movimentam cripto ou recebem em cripto dependem da situação da prestadora. A partir de 06/11/2026, bancos e instituições de pagamento não podem viabilizar operações com prestadoras sem autorização, regra explicada na proibição aos bancos.

O que fazer agora

  • Perguntar por escrito à corretora ou prestadora se o pedido foi protocolado até 30/10 e guardar o comprovante.
  • Quem usa corretora sem pedido anunciado: planejar a retirada de saldo e de ativos antes de 06/11/2026.
  • Contadores: registrar no dossiê do cliente qual prestadora guarda os ativos e a situação dela perante o BC.
  • Empresas que aceitam pagamento em cripto: confirmar a situação da prestadora antes de 06/11/2026.

Fontes

Histórico desta página

28/10/2026 15:30
Publicação.
Foto de Marcelo Freitas

Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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