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CNI reduz a previsão do PIB de 2026 para 1,6% e projeta Selic de 13,25% e inflação de 5,15%

A CNI cortou a previsão do PIB de 2026 de 2% para 1,6%, com indústria em 1,3% e serviços em 1,6%. A entidade projeta Selic de 13,25% em dezembro e IPCA de 5,15%.

Marcelo Freitas, editor
29/10/2026, 06:07 · 3 min de leitura
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Barras de vidro em escada descendente com uma barra amarela, ilustrando a revisão da previsão do PIB de 2026
Imagem ilustrativa gerada por IA.
Em resumo

A CNI cortou a previsão do PIB de 2026 de 2% para 1,6%, com indústria em 1,3% e serviços em 1,6%. A entidade projeta Selic de 13,25% em dezembro e IPCA de 5,15%.

CNI revisa o PIB e vê Selic em 13,25% no fim do ano

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu a previsão do PIB de 2026 de 2% para 1,6%, segundo a Agência Brasil. A projeção consta do Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado em 28/10/2026.

A entidade cita juros elevados e desaceleração da demanda interna como fatores que continuam pressionando a produção.

Na prática

  1. 28/10/2026CNI divulga o Informe Conjuntural e reduz a previsão do PIB
  2. 04/11/2026Reunião do Copom, que decide a Selic
  3. fim de 2026CNI projeta Selic em 13,25%, com dois cortes de 0,25 ponto

O que a CNI projeta para 2026

Para a indústria, a previsão caiu de 2% para 1,3%. A indústria de transformação passou de alta de 0,6% para queda de 0,7%, enquanto a extrativa deve crescer 9,1% e a construção, 1,5%, apoiada por obras de infraestrutura e pelo Minha Casa, Minha Vida.

Os serviços devem avançar 1,6%, abaixo dos 1,9% anteriores. A CNI aponta volume estável desde o fim de 2025 e comércio mais lento, principalmente nos segmentos que dependem de crédito. A agropecuária subiu de 1,8% para 2,5%, com a segunda safra de milho.

Juros, inflação e contas públicas

A CNI prevê IPCA de 5,15% em 2026, contra 4,26% em 2025. A Selic fecharia o ano em 13,25%, com dois cortes de 0,25 ponto percentual nas reuniões restantes do Copom.

A dívida bruta do setor público subiria de 78,6% para 83,7% do PIB. O governo federal teria déficit primário de R$ 54,6 bilhões, 0,4% do PIB; sem certas despesas excluídas pelas regras da meta fiscal, haveria superávit de R$ 12,6 bilhões.

No comércio exterior, o saldo da balança seria de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima de 2025, com exportações de US$ 386,7 bilhões (alta de 10,3%) e importações de US$ 309,4 bilhões (alta de 6,4%).

Emprego e renda

A população ocupada deve crescer 1,2%, a taxa de desemprego cair de 5,3% para 5% e a massa de renda real subir 4,6%.

O que muda para donos de negócio e contadores

Com a Selic projetada ainda em 13,25%, o crédito segue caro para capital de giro e financiamento de estoque. A inflação acima de 5% pressiona custos e reajustes de contrato, e o comércio que vende a prazo sente primeiro a demanda mais fraca.

Trata-se de projeção de uma entidade do setor industrial, e não de dado oficial. O próximo ponto de referência é a reunião do Copom de 4 de novembro.

O que fazer agora

  1. Revise o fluxo de caixa de 2027 com Selic acima de 13% e compare o custo do capital de giro com o prazo de recebimento das vendas.
  2. Se vende a prazo, olhe a inadimplência por faixa de atraso antes de ampliar o limite de crédito a clientes.
  3. Contador: use a inflação projetada de 5,15% ao revisar reajustes de contratos e a margem dos clientes industriais e comerciais.

Fontes

Histórico desta página

29/10/2026 09:30
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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