Desenrola 3.0: governo chama bancos a ofertar dívidas de até R$ 10 mil de pessoas físicas e MEIs
A Portaria MF 3.127, de 22/10/2026, deu cinco dias úteis para bancos e FIDCs ofertarem à União dívidas de até R$ 10 mil de pessoas físicas e MEIs, com desconto mínimo de 90%. O leilão está previsto para novembro, e o devedor ainda não precisa agir.
27/10/2026, 06:06 · 3 min de leitura
A Portaria MF 3.127, de 22/10/2026, deu cinco dias úteis para bancos e FIDCs ofertarem à União dívidas de até R$ 10 mil de pessoas físicas e MEIs, com desconto mínimo de 90%. O leilão está previsto para novembro, e o devedor ainda não precisa agir.
O que o edital pede aos bancos
A Portaria MF nº 3.127, de 22/10/2026, abriu a primeira etapa do Desenrola 3.0. Bancos, instituições financeiras e fundos de recebíveis (FIDCs) têm cinco dias úteis para informar quais dívidas antigas querem oferecer à União, segundo a Agência Brasil.
Esta fase mede o interesse dos credores e o volume por faixa de renda. O devedor não precisa procurar o banco agora, e as regras de acesso à renegociação ainda serão divulgadas.
Na prática
- 22/10/2026Edital de chamamento publicado
- Fim de outubro/2026Fim do prazo de cinco dias úteis para os credores
- Novembro/2026Leilão das carteiras, podendo ir ao início de dezembro
- A definirRegras de renegociação pelo CMN
Quais dívidas podem entrar
Valem dívidas de pessoas físicas e MEIs com valor original de até R$ 10 mil, em atraso entre 720 e 1.645 dias, ou seja, de cerca de dois a quatro anos e meio. Os tipos aceitos são cartão de crédito (rotativo e parcelado) e crédito pessoal sem consignação, segundo a Agência Brasil.
O governo diz que dará prioridade a devedores de menor renda e a MEIs. Se o volume de baixa renda ficar abaixo do previsto, pode comprar mais dívidas de renda maior.
Quanto o governo pode gastar
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou em R$ 90 bilhões o volume que os credores podem apresentar nesta etapa. O desconto mínimo exigido é de 90%, e o custo máximo seria de cerca de R$ 9 bilhões, segundo a Agência Brasil.
O governo não é obrigado a comprar tudo e pode exigir descontos de 93% a 95%. No lançamento, a estimativa era de até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis, com desembolso de cerca de R$ 15 bilhões.
Depois do leilão
A compra das carteiras está prevista para novembro e pode ir para o início de dezembro. A União renegocia as dívidas com os devedores e repassa o desconto obtido, com pagamento à vista ou parcelado, com juros no parcelamento.
Prazos, taxas e condições dependem de definição do Conselho Monetário Nacional (CMN) e de regulamentação. A terceira fase nasceu da Medida Provisória 1.393/2026.
O que fazer agora
- MEI ou pessoa física com dívida antiga de cartão ou crédito pessoal: separar contrato, data do atraso e valor original, que definem se a dívida cabe nos critérios.
- Quem está no limite de R$ 10 mil ou de 720 dias de atraso: guardar os comprovantes, porque o enquadramento sai das carteiras que o credor apresentar.
- Contadores com clientes MEI: mapear quem tem dívida bancária antiga e avisar que ainda não há pedido a fazer.
- Todos: esperar a regulamentação do CMN antes de pagar ou renegociar por conta própria uma dívida que pode ser comprada com desconto.
Fontes
Histórico desta página
- 27/10/2026 06:15
- Publicação.

Marcelo Freitas
Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.


