Copom decide a Selic em 4 de novembro: o que a taxa de 13,75% significa para o crédito da empresa
O Copom anuncia a decisão sobre a Selic em 4 de novembro de 2026, com a taxa em 13,75% ao ano depois de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto. O custo do capital de giro e da antecipação de recebíveis acompanha o juro básico, e quem tem contrato atrelado ao CDI sente o corte.
24/10/2026, 16:34 · 2 min de leitura
O Copom anuncia a decisão sobre a Selic em 4 de novembro de 2026, com a taxa em 13,75% ao ano depois de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto. O custo do capital de giro e da antecipação de recebíveis acompanha o juro básico, e quem tem contrato atrelado ao CDI sente o corte.
O que o Copom decide na semana que vem
A decisão do Copom sobre a Selic sai na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, no fim da 282ª reunião do comitê, que começa no dia 3, segundo o calendário da Toro Investimentos. A taxa está em 13,75% ao ano desde a reunião de 16/09, quando o comitê cortou 0,25 ponto percentual, de forma unânime.
Foi o quinto corte seguido do ciclo, segundo o Diário do Centro do Mundo. O comunicado apontou riscos “mais elevados que o usual” para a inflação e condicionou os próximos passos aos dados e às projeções.
Na prática
- 16/09/2026Copom corta a Selic para 13,75%
- 03/11/2026Primeiro dia da 282ª reunião
- 04/11/2026Anúncio da decisão do Copom
- 10/11/2026Divulgação da ata
- 08/12/2026Primeiro dia da reunião de dezembro
O que o mercado espera
As projeções estão divididas. O Boletim Focus de 13/10 projeta Selic de 13,25% ao fim de 2026, segundo o Meelion, o que indica mais um corte até dezembro. Em setembro, o Diário do Centro do Mundo registrava que o Focus apontava aquele corte como o último de 2026.
A ata da reunião de novembro sai em 10/11, e a última reunião do ano acontece em 8 e 9 de dezembro, segundo o Meelion.
Como a Selic chega ao caixa da empresa
A Selic é a base do custo do crédito. Capital de giro, antecipação de recebíveis e financiamento de equipamentos costumam ser negociados com taxas que acompanham o juro básico, mais o risco de cada empresa. Um corte de 0,25 ponto muda pouco a parcela de um empréstimo, mas a direção da taxa pesa na hora de decidir entre prefixado e pós-fixado.
Dívida atrelada ao CDI fica mais barata quando a Selic cai. Contrato prefixado fechado agora trava a taxa de hoje, e a empresa perde o benefício de eventuais cortes seguintes.
O que conferir antes de 4 de novembro
- Listar os contratos de crédito da empresa e separar os atrelados ao CDI dos prefixados.
- Pedir ao banco ou à fintech a taxa efetiva mensal e anual da próxima antecipação de recebíveis ou do capital de giro.
- Se há decisão de crédito marcada para a semana do Copom, comparar as propostas depois do anúncio, na noite de 4/11.
- Revisar no fluxo de caixa quanto da receita financeira e das despesas com juros depende da Selic.
Fontes
Histórico desta página
- 24/10/2026 06:30
- Publicação.

Marcelo Freitas
Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.


