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Quanto custa um sistema para BPO financeiro: Nibo, Conta Azul, Omie e Granatum

Numa carteira de dez clientes no plano de entrada, as licenças somam R$ 19.900 por ano no Nibo Light e R$ 47.520 no Granatum.

Marcelo Freitas, editor
06/11/2026, 07:06 · atualizado em 06/11/2026 · 10 min de leitura · preços consultados em 06/11/2026
Quatro pedestais de vidro com blocos de sistema ligados por fios de luz, um deles amarelo, ilustrando a comparação de sistemas para BPO financeiro
Imagem ilustrativa gerada por IA.

Conta Azul e Omie não cobram nada do escritório que presta BPO financeiro. O custo fica na licença de cada empresa atendida, e o contrato do BPO define se ela sai do caixa do escritório ou do cliente.

O Granatum, que não tem plano para escritório, cobra R$ 396 por mês de cada empresa. O Nibo vende uma plataforma própria para BPO, com preço sob consulta, e cada cliente usa o Nibo Gestão Financeira, que custa R$ 1.990 por ano no plano Light.

Para quem é cada sistema

A escolha depende de quem paga a licença, do tamanho da carteira e do que o cliente precisa além do financeiro.

  • O BPO que quer uma plataforma feita para a carteira, com caixa de entrada de documentos e painel de clientes, encontra no Nibo BPO o sistema que descreve mais recursos para isso, mas só conhece o preço na demonstração.
  • O escritório que não quer pagar pelo sistema e atende clientes que já usam ERP tem acesso grátis na Conta Azul, que mostra a carteira consolidada, e na Omie.
  • O cliente que também precisa de estoque, vendas e nota fiscal é mais bem atendido pela Omie, um ERP completo com usuários ilimitados.
  • A empresa que quer só o financeiro, com DRE e orçamento, cabe no Granatum, de preço único e fácil de prever, ou no Nibo Light, o que custa menos por cliente na conta de dez empresas.

Oferta, preço e usuários de cada sistema

SistemaOferta para o BPOPreço para o escritórioPreço por cliente (tabela pública)Usuários por empresaConciliação bancária
NiboNibo BPO, plataforma para vários clientesSob consulta (demonstração)Nibo Gestão Financeira: R$ 1.990 por ano no Light (R$ 208 no mensal). Plus e Premium acimaIlimitadosSim, com importação automática de extratos
Conta AzulConta Azul Mais, para contadores e BPOsGrátisLicença Conta Azul Pro em dois planos, sob consulta. Direto, o Essencial parte de R$ 179,90 por mês1 a 15, conforme o plano diretoSim
OmiePrograma de contador parceiro e Painel do ContadorGrátisERP Padrão a partir de R$ 339 por mês, conforme a receita do clienteIlimitadosSim, automática, segundo a Omie
GranatumPrograma Granatum Parceiros (indicação)Não há plano para o escritórioR$ 396 por mês, plano únicoIlimitadosSim

Os valores são de tabela, sem as condições de parceiro. O Nibo fala em descontos de 30% a 50% em novas licenças, e a Conta Azul promete “preço menor” aos BPOs, sem dizer quanto.

Quanto custa uma carteira de dez clientes

A conta considera dez empresas, cada uma com licença própria no plano de entrada, a preço de tabela e sem desconto de parceiro. Na Omie, o valor depende da faixa de receita de cada cliente, e o número abaixo é o piso.

Sistema e planoPor cliente10 clientes por mês10 clientes por ano
Nibo Light, ciclo anualR$ 1.990 por anoR$ 1.658,33R$ 19.900,00
Nibo Light, ciclo mensalR$ 208 por mêsR$ 2.080,00R$ 24.960,00
Omie ERP Padrão, pisoA partir de R$ 339 por mêsA partir de R$ 3.390,00A partir de R$ 40.680,00
GranatumR$ 396 por mêsR$ 3.960,00R$ 47.520,00
Conta Azul Pro (licença de BPO)Sob consultaSob consultaSob consulta

Nenhum dos quatro sai de graça para a carteira. A Conta Azul Mais e o programa de contador parceiro da Omie não cobram do escritório, mas cada empresa atendida precisa de uma licença paga em qualquer um dos sistemas.

Só Granatum e Nibo Gestão Financeira têm preço fechado por cliente. Quem arca com a licença, o escritório ou o cliente, é questão de contrato, e a resposta muda o preço do serviço de BPO.

Os produtos também são diferentes. Nibo e Granatum são sistemas financeiros, e a Omie é um ERP completo, com estoque, vendas e emissão de nota.

Nibo: plataforma feita para BPO, com preço só na demonstração

O Nibo BPO é a plataforma do Nibo para empresas de BPO financeiro. Reúne num painel o status de cada cliente, recebe documentos por e-mail, Dropbox, Google Drive e OneDrive e consulta as notas fiscais emitidas contra o CNPJ do cliente.

A plataforma lê os documentos que chegam e preenche os agendamentos de pagamento e recebimento. O Nibo não divulga quanto cobra por ela e oferece uma demonstração com um especialista.

As finanças de cada cliente ficam no Nibo Gestão Financeira. Pela tabela de preços do Nibo, o Light custa R$ 1.990 por ano, R$ 1.183 por semestre ou R$ 208 por mês. O Plus sai por R$ 2.991 por ano ou R$ 312 por mês, e o Premium, por R$ 4.592 por ano ou R$ 479 por mês.

Os três planos têm usuários e contas bancárias ilimitados. O Light já traz conciliação com importação automática de extratos, contas a pagar e a receber e emissão de NFS-e e boletos. Centro de custo, rateio e regime de competência pedem o Plus.

O Premium acrescenta emissão em lote, central de cobranças e API, e o CNAB de pagamento desse plano atende só Itaú e Inter.

Fora do financeiro, o Nibo tem controle de obrigações para escritório contábil. Quem não usa esse módulo pode acompanhar os vencimentos da carteira na planilha de obrigações fiscais por cliente.

Dos quatro, é o mais pensado para quem opera muitos clientes ao mesmo tempo. O escritório, porém, só sabe quanto vai pagar pela plataforma depois de falar com o vendedor, e o cliente que precisa de centro de custo já começa no Plus.

Conta Azul: acesso grátis para o escritório e licença sob consulta

A Conta Azul Mais é o programa da Conta Azul para contadores, escritórios e parceiros de BPO. A empresa diz que ele “é gratuito para BPOs financeiros” e que o escritório paga só as licenças do Conta Azul Pro contratadas para os clientes, em dois planos.

O preço dessas licenças não é publicado. A compra mínima é de uma licença por cliente, e a mesma carteira pode misturar planos diferentes, segundo a Conta Azul.

Como referência, quem contrata direto paga no plano Essencial de R$ 179,90 a R$ 269,90 por mês, conforme o ciclo, com um usuário e faturamento até R$ 81 mil por ano. O Controle vai de R$ 349,90 a R$ 499,90, com dois usuários.

A Conta Azul não diz qual desses valores corresponde ao ciclo anual, e avisa que o preço pode mudar a cada três meses, por reajuste ou por reenquadramento conforme faturamento e uso.

No sistema, o BPO opera contas a pagar e a receber, conciliação e notas fiscais dos clientes. A IA da Conta Azul lê documentos enviados por WhatsApp e e-mail e faz os lançamentos. A empresa cita mais de 50 relatórios, com visão por cliente ou da carteira consolidada.

Pela Conta PJ da Conta Azul, Pix e boleto saem sem tarifa, segundo a empresa. O ponto fraco para o escritório é orçar a carteira: o custo das licenças só aparece na negociação, e no plano direto o número de usuários é limitado.

Omie: ERP completo, com preço que sobe com a receita do cliente

A Omie não publica uma oferta específica para BPO financeiro. O caminho do escritório é o programa de contador parceiro: “O contador não precisa pagar nada. Ele recebe nosso sistema de gestão ERP online gratuitamente”, diz a empresa.

O custo fica na licença do ERP de cada empresa atendida. O ERP Padrão começa em R$ 339 por mês, com usuários ilimitados. O valor exato depende da receita bruta mensal do cliente, em sete faixas, e só aparece no simulador.

O Omie Multivarejo, com frente de caixa e integração com marketplaces, começa em R$ 468. A tabela de preços da Omie traz ainda boletos, link de pagamento e captura automática das notas de compra.

O Painel do Contador dá acesso às informações contábeis, financeiras e fiscais das empresas atendidas e gera os lançamentos contábeis em layouts de outros sistemas. A Omie cita ainda conciliação bancária automática.

Para o BPO, a Omie funciona quando o cliente já usa o sistema. O escritório se cadastra como parceiro, sem custo, e trabalha dentro do ERP do cliente. A Omie não publica um painel próprio de BPO, com fila de documentos e status da carteira, como o do Nibo BPO.

O cliente que só quer o financeiro acaba pagando por módulos que não usa, e a mensalidade cresce conforme a receita dele sobe.

Granatum: plano único de R$ 396, sem ferramenta para a carteira

O Granatum vende um plano único de R$ 396 por mês por empresa, com contas a pagar e a receber, conciliação, fluxo de caixa, DRE, metas, planejamento orçamentário e relatórios. Usuários, contas bancárias e anexos são ilimitados.

Não há plano para o escritório, e o Granatum não publica ferramenta para operar vários clientes. O programa Granatum Parceiros inclui consultores e BPOs no público e paga R$ 125 mais 10% da mensalidade a quem indica uma assinatura. É indicação, sem desconto na licença.

A emissão de NFS-e aparece na lista do plano com asterisco, e o Granatum pede para consultar o time. O recebimento por boleto e Pix é ilimitado, sem tarifa na tabela de preço. As tarifas de cobrança de outras plataformas estão no comparativo de SaaS financeiros.

O preço não varia com o faturamento do cliente, o que facilita orçar o serviço. Na carteira de dez clientes, porém, o Granatum tem o maior valor fechado da tabela de custos.

Quando o ERP compensa mais que o sistema financeiro

O BPO financeiro trabalha com pagar, receber, conciliar e reportar. Um sistema financeiro, como Nibo e Granatum, cobre isso por um preço menor. Um ERP, como Omie e Conta Azul, soma estoque, vendas, compras e nota fiscal.

O ERP compensa quando o cliente já precisa dessas funções e o BPO opera dentro dele. Os comparativos de ERP para pequena empresa e de ERP para prestador de serviços detalham os planos.

Nos dois casos, o guia de fluxo de caixa mostra o relatório que o cliente espera receber do BPO.

O que perguntar ao fornecedor antes de fechar

Algumas respostas não estão na tabela e pesam na rotina do escritório:

  • A conciliação puxa o extrato sozinha dos bancos dos clientes ou depende de arquivo OFX?
  • Quantos usuários do escritório e do cliente cada licença aceita?
  • O sistema emite NFS-e no município do cliente e cobra por boleto ou Pix?
  • Como os dados saem do sistema se o cliente trocar de BPO?

Como os sistemas foram comparados

A comparação reúne sistemas que fazem contas a pagar e a receber com conciliação bancária, têm oferta ou programa publicado para contador ou BPO e informam o preço, mesmo que sob consulta.

Os quatro foram avaliados nos mesmos pontos: oferta para o BPO, preço para o escritório e por cliente, usuários por empresa, rotina de conciliação, leitura de documentos e relatórios, e emissão de nota e cobrança dentro do sistema.

Nenhum link deste texto é de afiliado. Os programas de parceria citados pagam desconto ou comissão ao escritório que indica o sistema, e o FintechNode não participa de nenhum. Outros textos para o escritório estão em Contabilidade.

Fontes

Aviso quando a tabela mudar

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06/11/2026 07:06
Publicação.06/11/2026 13:21
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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