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FGTS mantém R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027, e a faixa da classe média cai em 2028

O Conselho Curador aprovou orçamento do FGTS de R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027, igual ao de 2026, dentro de R$ 169 bilhões no total. De 2028 a 2030, a faixa da classe média no Minha Casa, Minha Vida cai para R$ 10 bilhões por ano.

Marcelo Freitas, editor
01/11/2026, 06:05 · 3 min de leitura
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Casa em miniatura de metal escuro sobre moedas de vidro, ilustrando o orçamento do FGTS para habitação em 2027
Imagem ilustrativa gerada por IA.
Em resumo

O Conselho Curador aprovou orçamento do FGTS de R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027, igual ao de 2026, dentro de R$ 169 bilhões no total. De 2028 a 2030, a faixa da classe média no Minha Casa, Minha Vida cai para R$ 10 bilhões por ano.

Conselho do FGTS repete R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027

O orçamento do FGTS para habitação em 2027 será de R$ 144,5 bilhões, o mesmo valor previsto para 2026. A aprovação é do Conselho Curador do fundo, segundo a Agência Brasil de 29/10.

O Ministério do Trabalho informou que o orçamento total do fundo para políticas públicas em 2027 é de R$ 169 bilhões.

Na prática

  1. 29/10/2026Conselho Curador aprova o orçamento de 2027
  2. 31/03/2027Fim da regra de transição do saque-aniversário como garantia de crédito

Como o dinheiro se divide

  • R$ 125,5 bilhões para financiamento de famílias de baixa renda.
  • R$ 15 bilhões para a classe média no Minha Casa, Minha Vida.
  • R$ 4 bilhões para a linha pró-cotista.
  • R$ 13 bilhões em subsídios para famílias de baixa renda, valor tratado à parte na reportagem.

Fora da habitação, o orçamento de 2027 reserva R$ 8 bilhões para saneamento básico, R$ 8 bilhões para infraestrutura urbana e R$ 8,5 bilhões para saúde.

O que muda de 2028 a 2030

O plano plurianual mantém R$ 125,5 bilhões por ano para a baixa renda. A faixa da classe média no Minha Casa, Minha Vida cai para R$ 10 bilhões anuais a partir de 2028.

O orçamento total do FGTS para políticas públicas recua para R$ 163,7 bilhões por ano até 2030. O ministério atribui a redução a autorizações de saques especiais e a empréstimos para a área da saúde.

Saque-aniversário como garantia de crédito

O conselho também prorrogou até 31 de março a regra de transição que permite usar até cinco saques-aniversário futuros como garantia de empréstimos. Os limites por saque anual vão de R$ 100 a R$ 500.

Desde a criação da modalidade, o saque-aniversário movimentou R$ 242,5 bilhões. Desse total, R$ 94,2 bilhões foram recebidos pelos trabalhadores e R$ 148,3 bilhões foram para instituições financeiras que quitaram empréstimos.

O que muda para o negócio

Construtoras, incorporadoras e lojas de material de construção trabalham com o mesmo orçamento de habitação em 2027. O valor não cresce, o que limita a expansão do crédito subsidiado para quem depende dele para vender.

Quem financia imóvel pela linha da classe média precisa acompanhar 2028, quando o teto da faixa cai de R$ 15 bilhões para R$ 10 bilhões por ano.

O que fazer agora

  • Construtoras e lojistas do setor: projetar 2027 com o crédito habitacional do FGTS no mesmo patamar de 2026.
  • Clientes com empréstimo garantido pelo saque-aniversário: conferir o contrato antes de 31 de março, quando termina a regra de transição prorrogada.
  • Contadores: levar o cronograma de 2028 a 2030 para o planejamento de clientes do setor imobiliário.

Fontes

Histórico desta página

01/11/2026 06:20
Publicação.
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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