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Prazo da licença cripto acabou em 30/10: levantamento lista 56 empresas com pedido ao BC

O prazo para pedir licença ao Banco Central terminou em 30/10/2026. Um levantamento do Portal do Bitcoin reúne 56 empresas com processo ou pedido. O BC ainda não publicou lista consolidada, e algumas exchanges encerraram a atividade.

Marcelo Freitas, editor
31/10/2026, 07:08 · 3 min de leitura
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Prédio do Banco Central em Brasília, que analisa os pedidos de licença das empresas de cripto após o prazo de 30 de outubro de 2026
Prédio do Banco Central em Brasília, em 26/10/2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Em resumo

O prazo para pedir licença ao Banco Central terminou em 30/10/2026. Um levantamento do Portal do Bitcoin reúne 56 empresas com processo ou pedido. O BC ainda não publicou lista consolidada, e algumas exchanges encerraram a atividade.

Prazo da licença cripto acabou em 30/10; levantamento lista 56 empresas

O prazo para a licença cripto das empresas que já atuavam no Brasil terminou em 30/10/2026. Um levantamento do Portal do Bitcoin reúne 56 empresas com processo identificado, pedido anunciado ou protocolo reportado até a tarde de sexta-feira.

O Banco Central ainda não divulgou uma relação consolidada dos pedidos. Pedido protocolado não é licença concedida: o BC analisa cada processo.

Na prática

  1. 02/02/2026Regras das prestadoras de ativos virtuais passam a valer
  2. 30/10/2026Fim do prazo de transição de 270 dias
  3. 06/11/2026Restrições a operações com prestadores sem autorização

O que a lista mostra

Até o fim de setembro, a base pública do BC listava sete pedidos: Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil, Onda Finance e Wynx Exchange. O número cresceu na última semana, como mostrou o texto de 22 casos a dois dias do prazo.

Entre as empresas que anunciaram pedido estão Mercado Bitcoin, Binance, Coinbase, Bybit, OKX, Foxbit e Ripio. Itaú, Bradesco, Inter e Nubank seguem outro rito: por já serem autorizados, comunicam a atividade ao BC.

O BC já indeferiu um pedido, o da Higherway Tech Soluções, em agosto. A decisão saiu no Diário Oficial da União em setembro.

Quem saiu do mercado

A Coinext disse que não conseguiu atender ao capital mínimo e encerrou a atividade de exchange. A Digitra não pediu a licença e encerrou negociação e custódia. A NovaDAX começou o encerramento em julho.

Bity e Bitso passam clientes para o Mercado Bitcoin; a Bitso deixa o varejo brasileiro e mantém serviços para empresas. A Revolut interrompeu a oferta de cripto a clientes do país e a Lemon anunciou a saída.

O que vale a partir de agora

Quem protocolou o pedido no prazo pode seguir prestando os serviços do pedido enquanto o BC decide. Quem estava sujeito às regras e não pediu tem até 30 dias para encerrar os serviços regulados, segundo o portal, com base no art. 88 da Resolução BCB 520.

Em 6/11/2026, entram em vigor restrições para instituições autorizadas operarem com prestadores sem autorização, como explica o texto sobre a proibição aos bancos.

O capital mínimo, segundo levantamento do portal, vai de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões, conforme a atividade.

O que muda para a empresa

Empresa que recebe, paga ou guarda caixa em cripto depende da situação da prestadora. Se a corretora não pediu licença, o prazo de saída é curto e os bancos passam a recusar operações com ela a partir de 6/11.

O que fazer agora

  • Perguntar por escrito à prestadora se o pedido foi protocolado até 30/10 e guardar o comprovante.
  • Quem usa corretora que não aparece entre os pedidos: planejar a retirada de saldo e de ativos antes de 6/11.
  • Contadores: registrar em qual prestadora cada cliente mantém ativos e a data da última posição.
  • Acompanhar a lista pública do BC, que ainda não reflete os protocolos mais recentes.

Fontes

Histórico desta página

31/10/2026 07:07
Publicação.
Foto de Marcelo Freitas

Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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