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Dólar sobe 9,15% na semana, a maior alta desde 2008, e fecha a R$ 5,446

O dólar fechou a sexta-feira (30/10) a R$ 5,446, o maior valor de 2026, e acumulou alta de 9,15% na semana, a maior desde 2008. O Ibovespa caiu 18,12% no período, a maior queda semanal desde março de 2020.

Marcelo Freitas, editor
31/10/2026, 07:08 · 3 min de leitura
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Notas de cem dólares enfileiradas, ilustração da alta de 9,15% do dólar na semana até 30 de outubro de 2026
Notas de dólar: a moeda subiu 9,15% na semana e fechou a R$ 5,446 em 30/10/2026. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em resumo

O dólar fechou a sexta-feira (30/10) a R$ 5,446, o maior valor de 2026, e acumulou alta de 9,15% na semana, a maior desde 2008. O Ibovespa caiu 18,12% no período, a maior queda semanal desde março de 2020.

Dólar fecha a R$ 5,446 e soma 9,15% na semana

A alta do dólar chegou a 9,15% na semana seguinte ao segundo turno, a maior desde outubro de 2008. A moeda fechou a sexta-feira (30/10) a R$ 5,446, alta de 1,09% no dia e o maior valor de fechamento de 2026, segundo a Agência Brasil.

O Ibovespa recuou 0,75% no dia, aos 167.921,80 pontos. Na semana, caiu 18,12%, a maior queda semanal desde março de 2020. Em outubro, a perda foi de 9,88%, a pior desde junho de 2022.

Na prática

  1. 26/10/2026Primeiro pregão após o segundo turno; circuit breaker na bolsa
  2. 30/10/2026Dólar fecha a R$ 5,446 e soma 9,15% na semana
  3. 02/11/2026Feriado de Finados
  4. 04/11/2026Copom decide a Selic

Os números do mês e da semana

O dólar subiu 5,27% em outubro e acumula alta de 0,81% em 2026. A máxima de sexta foi R$ 5,463, por volta das 16h.

Na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do resultado, a queda do Ibovespa acionou o circuit breaker, que interrompe as negociações.

Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.

O que pesou na cotação

A Agência Brasil atribui o movimento à reavaliação de posições após a reeleição de Lula e às dúvidas sobre a política fiscal. O mercado espera a definição da equipe econômica do próximo governo e medidas para as contas públicas.

Houve ainda procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2/11). Parte da oscilação da manhã veio da formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central.

No exterior, o S&P 500 caiu 1,82%, com a cautela dos investidores sobre as empresas de tecnologia dos Estados Unidos e os investimentos em inteligência artificial. O índice do dólar frente a seis moedas fortes ficou perto de 101,89 pontos.

O que muda para a empresa

O dólar a R$ 5,446 encarece o custo de reposição de quem importa insumo ou mercadoria e o saldo de dívida e de contrato em moeda estrangeira. A semana anterior já tinha trazido a maior alta diária desde 1999.

O Copom decide a Selic em 4/11. Veja as apostas de juros no texto sobre a reunião de novembro e a série histórica na página de Selic e Copom.

O que fazer agora

  • Importadores: refazer o custo de reposição dos itens principais com a cotação de 30/10 (R$ 5,446) e comparar com o câmbio usado na tabela de preços atual.
  • Quem tem dívida ou contrato em dólar: levantar saldo, vencimento e o critério de cotação previsto (Ptax ou outro) antes de qualquer renegociação.
  • Contadores: no fechamento de outubro, conferir a taxa de câmbio adotada para saldos em moeda estrangeira e registrar a variação do mês.
  • Varejo e e-commerce com produto importado: revisar a margem dos itens de maior custo em dólar antes de renovar a tabela da Black Friday.

Fontes

Histórico desta página

31/10/2026 07:07
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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