IFI vê déficit primário de 1% do PIB em 2027 e R$ 40 bi extras com Bolsa Família e MEI
A IFI, do Senado, estima déficit primário de até 1% do PIB em 2027, com R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional por medidas do Bolsa Família, das bets e do pacote do MEI. Estabilizar a dívida exigiria ajuste de cerca de 3 pontos do PIB.
30/10/2026, 15:10 · 3 min de leitura
A IFI, do Senado, estima déficit primário de até 1% do PIB em 2027, com R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional por medidas do Bolsa Família, das bets e do pacote do MEI. Estabilizar a dívida exigiria ajuste de cerca de 3 pontos do PIB.
O que a IFI projetou
A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, estima que o déficit primário do governo federal pode chegar a 1% do PIB em 2027. O relatório foi divulgado em 29/10/2026, segundo o Poder360.
Novos compromissos e diferenças entre as projeções da IFI e os números do Orçamento de 2027 podem ampliar o desequilíbrio das contas públicas, diz o relatório.
Na prática
- 10/2026Governo diz que vai realocar R$ 20 bilhões no Orçamento
- 29/10/2026IFI divulga o relatório com a projeção
- 2026IFI projeta déficit primário de 0,5% do PIB
- 2027IFI estima déficit de até 1% do PIB
Os R$ 40 bilhões a mais
A IFI calcula R$ 40 bilhões de desequilíbrio fiscal adicional com medidas ligadas ao Bolsa Família, à arrecadação com bets e ao pacote voltado aos microempreendedores individuais (MEI).
O valor não inclui outras iniciativas, como o Pé-de-Meia Universitário e a gratuidade do transporte público nos fins de semana.
Em outubro, o governo disse que pretendia realocar R$ 20 bilhões no Orçamento para medidas de estímulo, sem mudar o limite de gastos nem a meta primária.
A realocação não cobre necessariamente todas as despesas que a IFI considerou.
Estabilizar a dívida exige ajuste de 3 pontos do PIB
Para 2026, a IFI projeta déficit primário de 0,5% do PIB. Para estabilizar a dívida pública em relação ao PIB, estima que seria preciso um superávit primário de 2,1% do PIB.
O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento de juros. A IFI calcula que o ajuste necessário para estabilizar a dívida é de cerca de 3 pontos percentuais do PIB.
O que muda para a empresa
O déficit maior pesa na dívida e nos juros que o governo paga. A dívida bruta está em 82,9% do PIB, a maior desde 2021, como mostra o texto sobre a dívida bruta. Para o dono de negócio, o risco é juro mais alto por mais tempo no crédito.
Sobre as medidas para o MEI em discussão, veja PixMEI prevê apoio de até R$ 5 mil.
O que fazer agora
- Donos de negócio: planejar 2027 com crédito caro, sem contar com queda rápida de juros.
- MEI: acompanhar a regulamentação do pacote antes de usar o apoio no caixa, porque as medidas ainda dependem de regras e do Orçamento.
- Contadores: orientar clientes endividados a renegociar dívidas caras antes do fim do ano.
- Todos: acompanhar a votação do Orçamento de 2027 e a eventual mudança da meta de resultado primário.
Fontes
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- 30/10/2026 15:10
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Marcelo Freitas
Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.


