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Dólar tem a maior alta diária desde 1999 após a eleição e recua 1,07% no dia seguinte

O dólar subiu 8,21% em 26/10, a R$ 5,403, a maior alta diária desde 1999, e recuou 1,07% em 27/10, a R$ 5,349. O Ibovespa caiu 13,88% e depois 0,51%. O Tesouro recomprou R$ 14,8 bilhões em títulos e anunciou nova recompra de NTN-B.

Marcelo Freitas, editor
28/10/2026, 00:18 · 3 min de leitura
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Moedas e cédulas de real sobre a mesa, ilustrando a alta do dólar e a queda do Ibovespa após a eleição
Moedas e cédulas de real. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Em resumo

O dólar subiu 8,21% em 26/10, a R$ 5,403, a maior alta diária desde 1999, e recuou 1,07% em 27/10, a R$ 5,349. O Ibovespa caiu 13,88% e depois 0,51%. O Tesouro recomprou R$ 14,8 bilhões em títulos e anunciou nova recompra de NTN-B.

Os números de segunda e terça

O dólar após a eleição teve a maior alta diária desde 13 de janeiro de 1999. Na segunda-feira (26/10), um dia depois do segundo turno que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a moeda fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403, segundo a Agência Brasil.

Na sexta-feira (23/10), último pregão antes da votação, o dólar tinha fechado a R$ 4,993. Na manhã de segunda, chegou a R$ 5,6049 e depois perdeu força com a venda de quem realizou lucro e a entrada de recursos de exportadores.

O Ibovespa caiu 13,88%, a 176.608,23 pontos, a maior queda diária desde março de 2020. Na mínima do dia, o recuo passou de 17%, e a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe os negócios temporariamente.

O volume negociado na bolsa foi de R$ 88,6 bilhões, contra uma média diária de cerca de R$ 25 bilhões. Parte do mercado apostava na vitória do senador Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno, e desfez posições.

Na terça-feira (27/10), o dólar recuou 1,07%, a R$ 5,349, e o Ibovespa caiu mais 0,51%, a 175.710,05 pontos, o menor nível desde agosto, segundo a Agência Brasil.

Na prática

  1. 23/10/2026Dólar fecha a R$ 4,993
  2. 25/10/2026Segundo turno
  3. 26/10/2026Dólar sobe 8,21%, Ibovespa cai 13,88% e Tesouro recompra R$ 14,8 bilhões
  4. 27/10/2026Dólar recua 1,07% e Tesouro anuncia nova recompra de NTN-B
  5. 04/11/2026Copom decide a Selic
  6. 05/01/2027Início do novo mandato

O que o governo e o Banco Central fizeram

O Tesouro Nacional recomprou mais de R$ 14,8 bilhões em títulos públicos na segunda.

Na terça, anunciou nova recompra de NTN-B, títulos corrigidos pelo IPCA, com vencimentos em 2030, 2035, 2040 e 2045, e cancelou o próximo leilão de LFT, o Tesouro Selic, segundo a Agência Brasil.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo vai perseguir o centro da meta fiscal e que já tem medidas de ajuste prontas.

O anúncio depende de o presidente definir a equipe econômica do novo mandato, que começa em 5 de janeiro, segundo a Agência Brasil.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o BC pode atuar no mercado de câmbio se identificar disfuncionalidades.

O que muda para a empresa

Para quem importa, o custo de reposição em reais mudou de um pregão para o outro: o dólar que fechou a R$ 4,993 na sexta terminou a segunda a R$ 5,403 e a terça a R$ 5,349. Para quem exporta, cada dólar recebido passou a valer mais em reais.

No crédito, a próxima referência é a reunião do Copom de 4 de novembro, que decide a Selic. O FintechNode explica aqui o que a taxa atual significa para o crédito da empresa.

O que fazer agora

  • Importador: refazer o preço de venda e a margem com o câmbio do dia do fechamento, e não com a cotação da semana passada.
  • Contrato ou fornecedor em dólar: conferir em que data o câmbio é fechado e quem arca com a variação.
  • Quem vai tomar crédito: comparar o custo efetivo total entre bancos e acompanhar a decisão do Copom em 4/11.
  • Contadores: revisar com clientes importadores e exportadores a formação de preço de novembro.

Fontes

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28/10/2026 00:18
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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