Dívida bruta fica em 82,9% do PIB, a maior desde 2021, e juros somam R$ 1,2 trilhão em 12 meses
A dívida bruta do governo geral ficou em 82,9% do PIB em setembro, a maior desde 2021, segundo o Banco Central. Os juros do setor público somam R$ 1,205 trilhão em 12 meses, ou 8,99% do PIB.
30/10/2026, 06:06 · 3 min de leitura
A dívida bruta do governo geral ficou em 82,9% do PIB em setembro, a maior desde 2021, segundo o Banco Central. Os juros do setor público somam R$ 1,205 trilhão em 12 meses, ou 8,99% do PIB.
Dívida bruta fica em R$ 11,1 trilhões, a maior proporção do PIB desde 2021
A dívida bruta do governo geral ficou em R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB, segundo as Estatísticas Fiscais do Banco Central divulgadas em 29/10/2026 e reportadas pela Agência Brasil. O percentual ficou estável em relação a agosto e é o maior desde 2021.
A proporção subiu 4,3 pontos percentuais em 2026 e mais de 11 pontos desde o fim de 2022, quando estava em 71,7% do PIB.
Na prática
- 29/10/2026Banco Central divulga as Estatísticas Fiscais de setembro
- 04/11/2026Reunião do Copom, que decide a Selic
- 12 meses até 09/2027Vencem R$ 1,87 trilhão em títulos da dívida federal
Juros pesam mais que o resultado primário
O setor público consolidado teve déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, contra R$ 10 bilhões em agosto e R$ 17,5 bilhões em setembro de 2025. De janeiro a setembro, o déficit soma R$ 94,3 bilhões, ou 0,93% do PIB.
A conta de juros foi maior. Em setembro, as despesas com juros somaram R$ 107,5 bilhões, ante R$ 84,7 bilhões um ano antes.
Em 12 meses, os juros chegam a R$ 1,205 trilhão, ou 8,99% do PIB, contra R$ 984,8 bilhões (7,86%) um ano antes. A matéria cita o resultado dos swaps cambiais, o estoque maior da dívida e o IPCA como causas.
A dívida líquida do setor público ficou em R$ 9,4 trilhões, ou 70% do PIB, contra 69,3% em agosto.
Quanto da dívida federal acompanha a Selic
A Dívida Pública Federal subiu 0,97% em setembro e chegou a R$ 9,383 trilhões, informa outra matéria da Agência Brasil. Dessa dívida, 51,6% é vinculada à Selic, hoje em 13,75% ao ano, contra 52,74% em agosto. Os títulos corrigidos pela inflação somam 23,59% e os prefixados, 21,14%.
Vencem nos próximos 12 meses R$ 1,87 trilhão em títulos. O colchão de liquidez do Tesouro soma R$ 1,273 trilhão e cobre 7,71 meses de vencimentos.
O que muda para donos de negócio e contadores
A dívida alta e a conta de juros estreitam o espaço do Orçamento e mantêm o custo de financiamento sob pressão, como aponta a própria matéria. Para a empresa, o efeito aparece no crédito: capital de giro, desconto de recebíveis e financiamento de estoque seguem caros enquanto a Selic fica em 13,75%.
O Copom se reúne em 4 de novembro para decidir a taxa.
O que fazer agora
- Empresa com dívida pós-fixada: simule a parcela de 2027 com a Selic mantida em 13,75% e veja se o fluxo de caixa comporta.
- Antes de pegar crédito novo, compare o custo efetivo total de pelo menos três propostas, e não só a taxa mensal.
- Contador: use a taxa vigente ao projetar o custo financeiro dos clientes e revise a projeção depois da decisão do Copom.
Fontes
Histórico desta página
- 30/10/2026 06:40
- Publicação.

Marcelo Freitas
Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.


