Binance estima em US$ 6,3 bilhões o roubo por hackers e suspende saques
A Binance disse na noite de 29/10 que hackers roubaram um valor estimado em US$ 6,3 bilhões. A corretora suspendeu depósitos e saques, afirma que cobrirá as perdas e espera retomar os saques em 48 horas. Tether e Circle congelaram mais de US$ 2,3 bilhões em stablecoins.
30/10/2026, 07:07 · 3 min de leitura
A Binance disse na noite de 29/10 que hackers roubaram um valor estimado em US$ 6,3 bilhões. A corretora suspendeu depósitos e saques, afirma que cobrirá as perdas e espera retomar os saques em 48 horas. Tether e Circle congelaram mais de US$ 2,3 bilhões em stablecoins.
O que aconteceu
A Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque hacker na quinta-feira (29/10/2026). À noite, a empresa disse que o valor roubado é estimado em US$ 6,3 bilhões, segundo o Poder360.
A Binance afirma que os fundos dos usuários permanecem seguros e que cobrirá todas as perdas. Depósitos e saques foram suspensos por precaução, e a empresa espera retomar os saques nas próximas 48 horas.
Na prática
- 29/10/2026Ataque às carteiras da Binance
- 29/10/2026Tether e Circle congelam stablecoins
- 30/10/2026Binance estima o roubo em US$ 6,3 bi
- 30/10/2026Bitcoin cai a US$ 76.368, mínima em seis semanas
- Próximas 48 horasRetomada dos saques prevista pela Binance
O que se sabe sobre o ataque
Uma investigação inicial da Binance sugere que a invasão pode ter começado com o laptop hackeado de um engenheiro, o que deu acesso a um sistema e permitiu saques não autorizados. Em 30/10, a empresa disse ter identificado pontos adicionais de violação.
A corretora diz não ter encontrado evidência de vazamento de chaves privadas de carteiras e chamou o episódio de “ataque complexo”. A causa final ainda não foi confirmada.
As empresas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis atribuem o ataque a hackers da Coreia do Norte. Segundo a TRM, os invasores atacaram carteiras da Binance em 10 blockchains e moveram a maior parte dos fundos em cerca de 20 minutos.
Os números e a reação do mercado
As estimativas variam. A Chainalysis falou em cerca de US$ 5,9 bilhões e a Arkham Intelligence em mais de US$ 5,7 bilhões, segundo o Portal do Bitcoin. A Binance não confirmou esses valores.
A Tether congelou mais de US$ 1,567 bilhão em USDT, e a Circle bloqueou mais de US$ 800 milhões em USDC, em coordenação com autoridades policiais. São moedas digitais lastreadas em dólar cujos emissores conseguem travar tokens ligados a atividade criminosa.
Citando a Reuters, o Poder360 informa que o bitcoin caiu mais de 3% na sexta-feira (30/10) e chegou a US$ 76.368, a mínima em seis semanas. O ether recuou mais de 3%, a US$ 2.178, e o BNB caiu 5% em 24 horas.
A Binance mantém desde 2018 o SAFU, reserva em bitcoin de cerca de US$ 1 bilhão, segundo o Portal do Bitcoin. O valor é menor que as perdas estimadas, e a empresa não disse como cobrirá o prejuízo.
O que muda para a empresa
Negócio que mantém caixa em cripto, ou paga fornecedor com stablecoin, por uma corretora fica exposto ao risco de a plataforma parar os saques, como ocorre agora na Binance. A Binance.US e a Coinbase afirmaram que não foram afetadas.
No Brasil, o Banco Central exige autorização das corretoras de cripto e proíbe bancos de operar com as que não a tiverem a partir de 06/11/2026, como mostra o texto sobre a regra do Banco Central. Veja também os pedidos de licença ao BC.
O que fazer agora
- Quem tem saldo na Binance: acompanhar só os canais oficiais da empresa, que alerta para golpes que usam o incidente para pedir dados pessoais ou acesso a contas.
- Empresas com caixa em corretora de cripto: levantar quanto está em cada plataforma e qual é o plano se os saques forem suspensos.
- Contadores com clientes que operam cripto: pedir o extrato com o saldo de 29/10 e guardar a comunicação da corretora sobre a suspensão.
- Quem recebe mensagem, e-mail ou ligação sobre “recuperação de fundos”: não informar senha, chave ou código de verificação.
Fontes
Histórico desta página
- 30/10/2026 07:10
- Publicação.

Marcelo Freitas
Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.


