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Desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, o menor para o período desde 2012

A taxa de desemprego foi de 5,2% no 3º trimestre de 2026, a menor para o período desde 2012, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A população ocupada chegou a 103,6 milhões e a massa de rendimento a R$ 387,5 bilhões, ambas recordes.

Marcelo Freitas, editor
30/10/2026, 15:10 · 3 min de leitura
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Carteira de trabalho digital aberta na tela de um celular, ilustração da taxa de desemprego de 5,2% no 3º trimestre de 2026
Carteira de trabalho digital: o desemprego ficou em 5,2% no 3º trimestre de 2026. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em resumo

A taxa de desemprego foi de 5,2% no 3º trimestre de 2026, a menor para o período desde 2012, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A população ocupada chegou a 103,6 milhões e a massa de rendimento a R$ 387,5 bilhões, ambas recordes.

Taxa de desemprego é a menor para um terceiro trimestre

A taxa de desemprego ficou em 5,2% no 3º trimestre de 2026, a menor para esse período desde 2012, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE em 30/10. Os dados constam na Agência Brasil e na Agência Gov.

No 2º trimestre de 2026 a taxa era de 5,4%. No 3º trimestre de 2025, 5,6%.

Na prática

  1. 30/10/2026IBGE divulga a PNAD Contínua do 3º trimestre
  2. 3º tri 2026Desemprego em 5,2%, menor para o período desde 2012
  3. 3º tri 2026Ocupação em 103,6 milhões e nível de ocupação em 59%
  4. 3º tri 2026Massa de rendimento de R$ 387,5 bilhões, maior da série

Os números da PNAD Contínua

Os desocupados somam 5,6 milhões de pessoas. São 234 mil a menos que no 2º trimestre (queda de 4%) e 417 mil a menos que um ano antes (queda de 6,9%).

A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série do IBGE. Subiu 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e 1,2% em um ano (mais 1,2 milhão). O nível de ocupação, de 59%, também é recorde.

O número de empregadores bateu 4,5 milhões, recorde, com alta de 4,3% no trimestre (mais 184 mil) e de 6,4% em um ano (mais 272 mil). A Construção teve 210 mil ocupados a mais no trimestre, alta de 2,8%.

Os empregados do setor privado com carteira assinada, 39,4 milhões, ficaram estáveis no trimestre e no ano. A informalidade foi de 37,5% da população ocupada, ou 38,8 milhões de pessoas.

Renda e subutilização

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.790, estável no trimestre e 3,6% maior que um ano antes (mais R$ 131). A massa de rendimento, de R$ 387,5 bilhões, é a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% no ano.

A taxa composta de subutilização foi de 13,0%, estável diante dos 12,9% do trimestre anterior e abaixo dos 13,9% de um ano antes. Os desalentados somam 2,5 milhões, alta de 7,5% no trimestre e queda de 6,8% no ano.

Para o analista da pesquisa, William Kratochwill, as estabilidades em vários grupos “podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças do pleito eleitoral”, e o rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações.

O que muda para a empresa

O dado mostra mais gente ocupada e mais renda total, com o emprego com carteira estável. Para quem vende, a massa de rendimento é a referência de demanda. Sobre atividade e juros, veja CNI reduz a previsão do PIB de 2026 para 1,6%.

Os empregadores somam 4,5 milhões, recorde. A informalidade ficou em 37,5% da população ocupada. Sobre o crédito às empresas, veja a inadimplência de setembro.

O que fazer agora

  • Donos de negócio que contratam: revisar a política de salários e benefícios com base no rendimento médio de R$ 3.790 e na taxa de desemprego de 5,2%.
  • Varejo e serviços: usar a massa de rendimento de R$ 387,5 bilhões e a alta de 4,7% em um ano como referência para a meta de vendas de 2027.
  • Contadores: orientar clientes com folha crescente sobre as obrigações do eSocial e o custo de cada contratação antes de abrir vagas.
  • Todos: acompanhar a próxima divulgação da PNAD Contínua, que dirá se a estabilidade do emprego com carteira se mantém depois da eleição.

Fontes

Histórico desta página

30/10/2026 15:10
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Foto de Marcelo Freitas

Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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