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Binance retoma saques após hack e diz ter recomposto 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados

Marcelo Freitas, editor
03/11/2026, 07:06 · 3 min de leitura
Em resumo

A Binance retomou os saques em 01/11/2026, quase dois dias após o ataque hacker de US$ 6,3 bilhões. Nas primeiras nove horas e meia, a saída líquida foi de US$ 3,64 bilhões, 2,1% dos ativos. A corretora diz ter recomposto cerca de 95% do valor roubado.

Os saques voltaram no domingo

Os saques da Binance foram retomados às 3h de domingo (01/11/2026), no horário de Brasília, depois de quase dois dias de suspensão causada pelo ataque hacker de quinta-feira (29/10).

Nas primeiras nove horas e meia, a corretora processou US$ 4,649 bilhões em saques de usuários e US$ 1,01 bilhão em depósitos, segundo comunicado da empresa citado pelo Portal do Bitcoin.

Na prática

  1. 29/10/2026Ataque hacker e suspensão dos saques
  2. 31/10/2026FBI atribui o ataque ao grupo TraderTraitor
  3. 01/11/2026Binance retoma os saques
  4. 02/11/2026Divulgação prevista da prova de reservas

Os números da retomada

A saída líquida foi de cerca de US$ 3,64 bilhões, o equivalente a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos que a Binance informava administrar antes do ataque.

A plataforma de análise DeFiLlama contou mais de US$ 6 bilhões saindo de carteiras associadas à corretora desde a reabertura. O valor inclui transferências internas da própria Binance e não mede só saques de clientes.

Segundo a DeFiLlama, a OKX recebeu cerca de US$ 450 milhões líquidos no período e a Bybit, cerca de US$ 134 milhões. Os dados não mostram quanto veio de clientes da Binance.

A recomposição dos ativos

A Binance diz ter recomposto cerca de 95% dos US$ 6,3 bilhões afetados, com cerca de US$ 6 bilhões usados na compra de ativos. Os recursos vieram do caixa da empresa, do fundo de proteção SAFU e do fundo de seguro de futuros.

Os 5% restantes são sobretudo criptomoedas de menor liquidez, que levam mais tempo para comprar. A corretora afirma que os clientes não arcarão com o prejuízo.

A empresa fez uma nova fotografia de reservas (Proof of Reserves) em 31/10/2026, com divulgação prevista para 02/11.

A investigação

O FBI atribuiu o ataque, em 31/10, ao grupo TraderTraitor, ligado ao governo da Coreia do Norte, segundo o Portal do Bitcoin. Parte dos recursos já havia sido convertida em Ethereum.

A Binance diz que cerca de US$ 3 bilhões foram localizados até sexta-feira (30/10). Como os invasores comprometeram as carteiras ainda está sob apuração.

O primeiro texto do FintechNode sobre o caso está em Binance estima em US$ 6,3 bilhões o roubo por hackers e suspende saques.

O que muda para a empresa

Quem mantém caixa ou recebíveis em corretora de cripto pode ficar dias sem acesso ao saldo, como mostrou a suspensão de quase dois dias. A lista de empresas com pedido ou autorização no Banco Central está na página sobre as corretoras autorizadas.

O que fazer agora

  • Empresas com saldo em corretora de cripto: registrar a data e o valor retirado ou mantido, para a contabilidade e para a declaração à Receita.
  • Quem concentra saldo em uma só plataforma: definir um teto por corretora e manter parte do caixa em conta bancária.
  • Contadores com clientes que operam cripto: pedir o extrato do período de 29/10 a 02/11/2026 e anotar saques e depósitos feitos durante a suspensão.
  • Quem usa corretora estrangeira: conferir na página de corretoras autorizadas quais empresas têm o aval do Banco Central.

Fontes

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03/11/2026 07:30
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Marcelo Freitas

Marcelo Freitas é entusiasta da tecnologia, fundador da agência SAL Estratégias de Marketing e trabalha com marketing e tecnologia há mais de 10 anos.

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